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quarta-feira, 5 de maio de 2010

As Grandes Guerras em Quadrinhos

Acha as aulas de história a coisa mais chata e inútil que brotou na sua grade curricular?
(odeio discordar, mas enfim, pertenço a uma minoria que presta atenção nas aulas de história)

Enfim, já faz um tempo que já vi esses quadrinhos que, na minha opinião, é uma das versões mais fieis da história (alem de ser divertida. Eu ri muito lendo-as)

As imagens são monstruosamente grandes, então nem as incorporei ao post, mas clique nos links abaixo e divirta-se



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Encontrada no Capinaremos

terça-feira, 27 de abril de 2010

Parabéns para minha terrinha


Nunca escondi de ninguém o quanto a monotonia de cidade pequena me desagrada...mas não posso negar que, apesar de tudo, gosto dessa minha terrinha.
Nossas ruas são melhores que as de Bauru, o indice de violencia é menor que o de Agudos, e temos mais opções de lazer que Borebi ou Areiopólis. Nunca ouviu nenhum desses nomes e pensou que bauru fosse um lanche? Normal.


Voltando ao assunto do post. Hoje é aniversário de Lençóis Paulista, minha amada cidade.
Queria fazer um post dedicado a história da cidade e tudo o mais, mas é quase impossível encontrar algum site decente (tanto em conteudo como em layout...sou obrigada a ver tanta coisa porca).
O artigo da Wikipedia é mediócre:


História

Fundado em 28 de abril de 1858 (151 anos)


Sinceramente? O artigo na Desciclopédia fala muito mais verdades.

Mas vamos lá, levando em conta que a cidade é conhecida como "cidade do livro", é claro que as melhores fontes estão lá. Até pensei em descer na biblioteca procurar boas referencias para transformar esse post em algo que possa servir de base para pesquisas, mas não deu tempo. Sou uma pessoa muito ocupada -q
O que realmente importa: a cidade surgiu na época dos bandeirantes, tem as familias tradicionais (que por um acaso tem tradição até hoje, bem como dinheiro e influência na sociedade lençoense, que eu por algum acaso nem frequento :D). E como é de praxe, a cidade cresceu em torno de uma igreja. Essa aí na foto é o Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Piedade, tambem conhecida por não-moradores-da-cidade como "aquela igreja azul", e encontra-se bem no centro da cidade. No quarteirão de trás localiza-se o antigo Grupo Escolar Lençoense, atual EMEF "Esperança de Oliveira" (eu estudei lá *o*) a escola mais antiga da cidade. No quarteirão do lado (à direita em relação a foto) está aquela casona amarela bonita....mas eu não lembro o nome dela, só sei que tem a parte infantil da biblioteca e sempre tem umas exposições bem legais...acho que é Espaço cultural, centro cultural, algo do gênero...E no quarteirão de baixo encontra-se a biblioteca municipal.

A parte realmente legal (e que me dá orgulho) é o fato de Lençóis ser a cidade do livro.
Não sei se já ouviram falar num cara chamado Origenes Lessa?
Então, ele foi um escritor brasileiro razoavelmente famosinho, que nasceu aqui em Lençois (e se mudou aos 3 anos para o Maranhão....mas essa parte da história a gente pula).
O fato é que (dizem, eu nem era nascida nessa época) mesmo tendo vivido grande parte de sua vida no Maranhão e no Rio, ele sempre dizia que Lençóis era sua terra natal e etc. E foi ele quem idealizou e apoiou a construção da biblioteca municipal, e liderou uma campanha motivando diversos escritores brasileiros a doarem livros. Em troca, eles recebiam nomes de ruas na cidade.Quem doava muito tinha direito de ser AVENIDA, quem doava razoavelmente era RUA e, quem doasse pouco ou deixasse de doar, virava BECO. O fato é que hoje temos o bairro da CECAP, em que praticamente todas as ruas possuem nomes de escritores que doaram para o acervo, como Carlos Drummond de Andrade, Ana Maria MAchado, Cora Coralina, Jorge Amado, Zélia Gattai, entre muitos outros.
No total, são mais de 90 mil obras, sendo que cerca de 75mil delas pertencem ao acervo circulante. São mais livros do que habitantes (não sei se já comentei, mas a cidade atualmente tem cerca de 63 mil habitantes).


Para finalizar o post, não podia deixar de falar da FACILPA (Feira Agricola Comercial e Industrial de Lençois Paulista). A desse ano se inicia no próximo sabado e dura duas semanas. Sempre houve um predominio do gênero sertanejo, mas esse ano ele só não vai estar presente nos dois dias de shows sacros/gospeis. Isso me irrita, profundamente, até porque eu moro perto do recinto. Toda a poeira vem para o meu bairro, bem como o barulho. E creio que os leitores do blog repararam na minha repulsa a tudo isso. Creio que sou a única adolescente que detesta o evento. Gostos pessoais a parte, a feira é absurdamente estranha. Termina antes ou justamente na semana do pagamento, mas mesmo assim todo mundo vai, e todo mundo gasta.

E com todos esses pontos positivos e negativos, Lençóis é uma cidade ajeitadinha e bonitinha, isso não se pode negar. Venha nos visitar algum dia :D

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sobre o Carrossel


É dificil procurar por carrossel em português no google, você só vai parr em páginas sobre a novela e mil novecentos e guaraná com rolha (ok, exagerei muito aqui, me ignorem). Então o jeito é procurar em inglês mesmo, com o curioso nome norte-americano “merry go round’.

Hoje em dia eles podem ser os brinquedos menos emocionantes, mas possuem todo um charme, especialmente os mais tradicionais, trabalhados. Isso desperta a minha curiosidade e me inspira.

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A palavra surgiu do italiano “garosello”, que significa ‘pequena batalha’, que era utilizada na época das cruzadas para descrever um exercício de treinamento dos cavaleiros turcos e árabes.

Carrossel também foi o termo empregado para espetáculos ‘ballet de cavalos’ em festividades da corte, como casamentos da nobreza em meados do século 16, especialmente na Ítala e França. Consistia em cavalos e cavaleiros com trajes elaborados desenvolvendo coreografias, como formar imagens e formas. Geralmente acontecia durante a noite, com os cavaleiros empunhando tochas e com acompanhamento musical.

Carrosséis começaram a ser construídos e operados no começo do século dezoito, em diversas feiras e eventos espalhados pela Europa Central e Inglaterra.

No inicio não existia a plataforma, o que fazia os assentos ‘voarem’ através da aceleração centrifuga . Gradualmente ele foi se aprimorando nos paises europeus, a plataforma foi acrescentada, bem como o movimento ‘para cima e para baixo’. Os órgãos musicais sempre estiveram sempre presentes. No inicio, eram movidos a vapor. Com o tempo, luzes e motores elétricos foram adicionados, dando ao carrossel o aspecto clássico, que é reconhecido até hoje.

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O carrossel mais antigo que ainda existe foi feito em 1779 e encontra-se no Wilhelmsbad Park, na Alemanha.


Mais informações, fotos, história e projeto de restauração no site (em alemão)


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O maior carrossel é o Columbia Carousel. Na verdade exisem dois deles, um na California e outro em Illinois. Possuem 106 montarias dispostos em 2 andares.

Esse é o da Califórnia, numa foto de 1990.
Mais informações aqui

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O Carrossel mais antigo que continua em operação encontra-se no Tilden Park, na Califórnia. Ele foi construido em 1911.



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Só mais uma curiosidade: os carrosseis na Europa costumam seguir no sentido horário, enquanto os Norte Americanos geralmente vão no anti-horário.

Referencia (alem das já citadas) http://en.wikipedia.org/wiki/Carousel